Milhares de pessoas na Polônia protestam após morte ligada à rigorosa lei do aborto, Europe News & Top Stories

VARSÓVIA (BLOOMBERG) – Milhares foram às ruas na Polônia neste sábado (6 de novembro) para protestar contra a rigorosa lei de aborto do país e prestar homenagem a uma mulher que morreu depois que os médicos se abstiveram de interromper sua gravidez com risco de vida.

A mulher, que carregava um feto de 22 semanas com malformações congênitas, morreu de choque séptico em setembro, depois que os médicos se recusaram a interromper sua gravidez até que o feto morresse, segundo advogados que representam sua família.

A decisão do ano passado do Tribunal Constitucional da Polônia, a principal corte do país cujos membros são principalmente indicados pelo partido no poder, disse que os abortos são inconstitucionais mesmo quando o feto não pode sobreviver fora do útero.

A aprovação da lei acabou com o que havia sido essencialmente uma trégua política de quase três décadas sobre o aborto e desencadeou protestos em massa em todo o país.

Não está claro como e se os últimos protestos, apelidados de “Nenhum Mais”, afetarão a situação política da Polônia.

As marchas atraíram líderes da oposição, incluindo o ex-presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e o prefeito de Varsóvia, Rafal Trzaskowski, além de políticos de esquerda.

O primeiro-ministro Mateusz Morawiecki disse na sexta-feira que as circunstâncias da morte da mulher no sudeste da Polônia devem ser investigadas, acrescentando que a decisão do Tribunal Constitucional não mudou nada em termos de proteção de mulheres grávidas cujas vidas estão em perigo.

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