Ex-chefe de direitos humanos da ONU lidera investigação de supostos crimes no conflito Israel-Hamas

O Conselho de Direitos Humanos da ONU anunciou na quinta-feira que a ex-chefe de Direitos da ONU Navi Pillay presidirá uma comissão de três pessoas que investiga “supostas violações e abusos” em Israel e território ocupado por Israel.

Segundo a Associated Press, a comissão foi criada após o último conflito em maio entre o grupo militante Hamas e Israel, que durou 11 dias. A Reuters informou que pelo menos 13 israelenses e 250 palestinos foram mortos durante o conflito.

Pillay, que foi um ex-juiz do Supremo Tribunal da África do Sul, foi o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos de 2008 a 2014.

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Os membros adicionais da comissão incluem Miloon Kothari, ex-relator especial da ONU sobre moradia adequada, e Chris Sidoti, fundador e especialista internacional do Conselho Consultivo Especial para Mianmar.

De acordo com uma resolução conjunta que o órgão de direitos humanos da ONU adotou em maio, a comissão investigará “todas as supostas violações do direito internacional humanitário e todas as supostas violações e abusos do direito internacional dos direitos humanos até e desde 13 de abril de 2021”.

Além disso, a resolução diz que a comissão será criada para investigar “todas as causas subjacentes de tensões recorrentes, instabilidade e prolongamento de conflitos, incluindo discriminação e repressão sistemáticas com base na identidade nacional, étnica, racial ou religiosa”.

Um relatório será apresentado pela comissão ao conselho em junho do próximo ano, seguido de um a cada ano, observou a AP.

Segundo a Reuters, o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, disse que os ataques israelenses que provaram ser mortais em Gaza podem ser considerados crimes de guerra. Além disso, ela disse que o direito internacional humanitário foi violado pelo Hamas depois que foguetes foram lançados contra Israel.

Israel tem criticado a comissão e afirma que o Conselho de Direitos Humanos é tendencioso contra Israel, observou a AP.

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